Pular para o conteúdo
nota-fiscal.com
Menu

O que é CT-e e DACTE: o conhecimento de transporte eletrônico

Guia sobre o CT-e (modelo 57), o CT-e OS (modelo 67) e o DACTE: quem emite, quem é o tomador, tipos de CT-e e como gerar o DACTE em PDF a partir do XML.

Atualizado em · 3 min de leitura

O CT-e (Conhecimento de Transporte Eletrônico, modelo 57) é o documento fiscal que registra a prestação de serviço de transporte de cargas. Ele foi instituído pelo Ajuste SINIEF 09/07 e substituiu os antigos conhecimentos em papel de cada modal, como o Conhecimento de Transporte Rodoviário de Cargas (CTRC).

Quem emite o CT-e

O CT-e é emitido pela transportadora (ou pelo transportador autônomo, nos casos previstos na legislação) quando presta um serviço de transporte intermunicipal ou interestadual. Ele é um arquivo XML assinado digitalmente e autorizado pela SEFAZ, assim como a NF-e.

Cada viagem normalmente envolve dois documentos: a NF-e da mercadoria, emitida por quem vende, e o CT-e do frete, emitido por quem transporta. O CT-e cita as chaves das NF-e transportadas.

Os participantes de um CT-e

  • Emitente: a transportadora.
  • Remetente: quem envia a mercadoria.
  • Destinatário: quem a recebe.
  • Expedidor e recebedor: quando a carga é entregue ou retirada por terceiros em pontos intermediários.
  • Tomador do serviço: quem paga o frete. Pode ser o remetente, o destinatário, o expedidor, o recebedor ou outra pessoa. Identificar o tomador é importante para o crédito de ICMS e para o contas a pagar.

Tipos de CT-e

  • Normal: o conhecimento padrão de uma prestação.
  • Complementar: complementa valores de um CT-e já emitido.
  • Substituição: substitui um CT-e emitido com erro. No leiaute 4.00, basta que o tomador registre o evento Prestação do Serviço em Desacordo sobre o CT-e original; desde então, tomadores pessoa física também podem registrar esse evento.

O antigo CT-e de Anulação, que precedia a substituição, foi extinto na versão 4.00 do leiaute. Se você encontrar esse tipo em XMLs antigos, ele continua válido para as prestações da época.

CT-e OS (modelo 67)

O CT-e para Outros Serviços é usado no transporte de pessoas (fretamento, por exemplo), de valores e de excesso de bagagem. Ele tem estrutura própria e seu documento auxiliar é o DACTE OS.

O que é o DACTE

O DACTE (Documento Auxiliar do CT-e) é a representação impressa do conhecimento. Ele acompanha a carga durante o transporte e permite que a fiscalização consulte o CT-e pela chave de acesso. Mostra:

  • tipo do CT-e, modal, CFOP e natureza da prestação;
  • chave de acesso, código de barras e protocolo de autorização;
  • participantes (remetente, destinatário, expedidor, recebedor e tomador);
  • origem e destino da prestação;
  • componentes do valor do frete e o ICMS;
  • produto predominante, valor da carga, pesos e volumes;
  • documentos transportados (chaves de NF-e, por exemplo);
  • informações do modal.

CT-e e MDF-e

Além do CT-e, as cargas transportadas costumam ser acompanhadas do MDF-e (Manifesto Eletrônico de Documentos Fiscais), que reúne os documentos de uma viagem. O MDF-e tem seu próprio documento auxiliar, o DAMDFE.

Gerando o DACTE a partir do XML

Se você recebeu apenas o XML do CT-e ou precisa de uma segunda via, gere o DACTE em PDF no nosso conversor de CT-e para DACTE. O modelo (57 ou 67) é detectado automaticamente. Para muitos conhecimentos, use a conversão em lote.

Fontes

Conteúdo informativo, revisado com base na legislação e nos manuais oficiais na data de atualização. Ele não substitui a orientação do seu contador. Encontrou algo desatualizado? Avise a gente.

Leia também

Ver todos os guias